Para refletirmos:



  • Para refletirmos:

    Nossa autoridade como cristãos vem muito mais do nosso testemunho do que das nossas palavras. No Evangelho de hoje, Jesus desmascara a triste realidade

    dos fariseus: contentavam-se com a aparência da santidade, mas estavam vazios de sua essência. Viviam preocupados em parecer justos, sem permitir que a graça de Deus transformasse seus corações.

    Esse perigo nos ronda também. Quando nossa vida religiosa não gera uma verdadeira conversão interior, pode se tornar apenas uma máscara para esconder nossos pecados ou um palco para exibir nossas qualidades e alimentar nosso ego.

    Mas viver de aparências tem um preço alto: perdemos a paz e nos tornamos reféns da necessidade de sustentar uma imagem. Ser personagem é cansativo.

    Diante disso, Jesus nos ensina um discernimento essencial: a verdade

    permanece verdade, mesmo quando quem a proclama não a vive plenamente. Não é fácil aceitar isso, mas é necessário. Muitas vezes, aqueles que nos evangelizam com palavras falham em suas atitudes, mas o erro deles não pode se tornar desculpa para justificarmos nossas próprias faltas. O pecado do outro não absolve o nosso. Por isso, Jesus nos alerta: "Fazei o que eles dizem, porque de ensinar eles entendem, mas

    não imiteis suas ações."

    Essa exortação nos lembra de uma verdade: “Quem se exalta será

    humilhado, e quem se humilha será exaltado.” Humilhar-se aqui não significa se rebaixar, mas aceitar com sinceridade quem realmente somos diante de Deus, sem tentar parecer algo que não somos. A grandeza do cristão está na autenticidade, e a verdadeira exaltação vem da graça de Deus, não dos aplausos do mundo.

    Que hoje possamos pedir ao Senhor um coração sincero, livre da vaidade

    espiritual e disposto a viver a fé com verdade, para que nosso testemunho fale mais alto do que nossas palavras.