A VIOLÊNCIA DO AÇOITE E A FORÇA DO PERDÃO (Poema inspirado em Atos 16,16-34) - José Celso Cenachi
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A VIOLÊNCIA DO AÇOITE E A FORÇA DO PERDÃO
(Poema inspirado em Atos 16,16-34)
José Celso Cenachi
Em Filipos, estão Paulo e Silas;
A mensagem divina anunciam
Em aldeias, cidades e vilas,
Também ir até lá pretendiam.
Um espírito mau Paulo tira
De adivinha e importuna escrava,
Que a muitos ali iludira
E o dinheiro aos amos levava.
Em tumulto, ergueram-se vozes
Contra aqueles recém-visitantes:
Os patrões da escrava, ferozes,
Já não tinham o ganho de antes.
Incitaram o povo na praça,
Atribuindo aos dois subversão
Para trazer-lhes alguma desgraça
Como açoites e, logo, a prisão.
Esta pena lhes foi infligida,
magistrados assim resolveram;
Por Jesus sofreriam na vida,
Co’o Senhor, eles muito aprenderam.
Grande sismo: o prédio estremece;
Na prisão, as correntes se soltam,
Portas se abrem; o que acontece
A seguir? Para casa eles voltam?
Como o guarda se ergue, espantado,
E deseja ceifar sua vida,
É por Paulo, então, avisado
Que não houve nenhuma saída.
Terno encontro ocorreu em seguida:
Converteu-se o guarda e a família,
Foi tratada bem cada ferida,
Passaram a seguir nova trilha.
Estão todos contentes agora:
A mensagem de Deus os fascina,
Batizada é a família e ora,
Agradece a graça divina.
